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Descrição Geral
Esta couraça feita de poesia & de orgulho, como vemos na epígrafe de Flaubert que abre o livro, entrelaçando ferro & ouro numa cota de malha, é, portanto, delicadeza dos que vivem, porém também máquina de guerra; nem se pode esperar um fio de cabelo a menos que isso da poesia contemporânea. É a máquina dos hoje fatigados, que sabem que não podem esperar nada de imortal neste mundo (immortalia ne speres nos diz um título; enquanto o último poema é um corte frasal, como a própria morte, fazendo do fim um circuito ou um avesso) que se reafunda em autoritarismos canhestros, farsa de farsa de farsa, que só do lado dos massacrados cheira a tragédia.